Senado aprova PEC que amplia integração na segurança pública
O Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo Governo Federal. O texto prevê mudanças na organização da segurança pública brasileira e busca ampliar a integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios no enfrentamento à criminalidade.
Com a aprovação pelos senadores, a proposta segue para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional, conforme o procedimento legislativo. Por se tratar de uma alteração na Constituição, a PEC precisa cumprir as exigências de votação previstas para esse tipo de matéria.
Integração entre as forças de segurança
Um dos principais objetivos da proposta é fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado para promover a atuação conjunta das diferentes instituições responsáveis pela segurança no Brasil.
A intenção é ampliar o compartilhamento de informações, a integração dos sistemas de inteligência e a realização de operações coordenadas entre as forças policiais e os órgãos de segurança.
Na prática, a integração busca facilitar a troca de dados entre as instituições, permitindo que informações sobre investigações, organizações criminosas e movimentações suspeitas sejam utilizadas de maneira conjunta.
A proposta também prevê o fortalecimento da cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais no planejamento e na execução de políticas de segurança.
O que muda com a aprovação da PEC?
Entre as principais medidas previstas no texto estão:
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Integração das forças policiais: União, estados, Distrito Federal e municípios deverão ampliar a cooperação e o compartilhamento de informações.
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Fortalecimento do Susp: o Sistema Único de Segurança Pública passa a ter previsão na Constituição Federal, dando maior estabilidade ao modelo de atuação integrada.
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Combate às facções: a proposta estabelece regras mais rigorosas para integrantes e líderes de organizações criminosas, incluindo restrições à progressão de regime e possibilidade de cumprimento de pena em presídios de segurança máxima.
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Atuação da Polícia Federal: amplia as atribuições da instituição no combate às organizações criminosas e aos crimes ambientais.
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Polícia Rodoviária Federal: prevê a ampliação da atuação da PRF para incluir o policiamento de ferrovias e hidrovias federais.
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Polícias municipais: autoriza a criação de polícias municipais, desde que cumpridos critérios de formação, estrutura e fiscalização.
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Mais recursos: estabelece mecanismos para proteger os recursos dos fundos nacionais de Segurança Pública e Penitenciário contra bloqueios e contingenciamentos.
Operação Carbono Oculto é citada como exemplo
O Governo Federal cita a Operação Carbono Oculto como exemplo da importância da integração entre diferentes órgãos de investigação e fiscalização no enfrentamento ao crime organizado.
A operação, que investigou a atuação de organizações criminosas em setores da economia, demonstra como o compartilhamento de informações e a atuação coordenada podem contribuir para investigações de maior alcance.
Redução da maioridade penal ficou de fora
Durante a votação no Senado, propostas relacionadas à redução da maioridade penal foram retiradas da PEC da Segurança Pública e passarão a tramitar separadamente.
Com isso, a proposta aprovada mantém a maioridade penal em 18 anos, conforme a regra atual, e deixa a discussão sobre possíveis mudanças para uma análise específica.
Promulgação
A PEC 18/2025 foi aprovada pelo Senado em dois turnos, com 73 votos favoráveis no primeiro e 75 no segundo, sem votos contrários. Como já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Após a promulgação, as mudanças serão incorporadas à Constituição Federal e passarão a orientar a organização e a atuação das instituições de segurança pública no Brasil.


