Procon encontra 544 ônibus parados em garagens de Salvador
O Procon da Bahia identificou 544 ônibus parados, mas em condições de circular, em cinco garagens de empresas de transporte público de Salvador neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A fiscalização foi realizada após denúncias de eleitores sobre dificuldades no transporte coletivo da capital baiana.
Os veículos pertencem às empresas OT Trans e Integra Plataforma e foram encontrados em garagens localizadas na Avenida Barros Reis e na região do Subúrbio Ferroviário.
O número de ônibus identificados aumentou conforme as equipes ampliaram as inspeções. Inicialmente, os fiscais encontraram 252 veículos parados. Posteriormente, o total subiu para 370 e chegou a 544 após novas vistorias em outras unidades.
Confira onde os ônibus foram encontrados
De acordo com o levantamento do Procon-BA, os veículos estavam distribuídos da seguinte forma:
- OT Trans, garagem G5: 55 ônibus;
- OT Trans G3, em Campinas de Pirajá: 118 ônibus;
- Integra Plataforma Barros Reis (G7): 55 ônibus;
- Integra Plataforma Suburbana: 142 ônibus;
- OT Trans, na Estrada Velha de Campinas de Pirajá: 174 ônibus.
Segundo o órgão, os veículos estavam aptos a operar. A fiscalização continua em outras garagens da cidade, e as empresas poderão ser alvo de medidas administrativas.
Justiça Eleitoral determinou circulação de toda a frota
A fiscalização ocorre em meio a uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou a disponibilização de 100% da frota de ônibus de Salvador para garantir o deslocamento dos eleitores durante a votação.
A determinação prevê transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis, inclusive pelo período necessário para que os passageiros retornem para casa após o encerramento da votação.
O descumprimento da ordem pode resultar em multa de R$ 1 milhão por hora, conforme a decisão judicial.
A Justiça Eleitoral também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após denúncias relacionadas à redução da frota em circulação.
A Prefeitura informou que determinou a liberação dos veículos e atribuiu parte dos problemas operacionais a um impasse envolvendo adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus. O caso segue sob acompanhamento das autoridades.


