Escritório ligado a ex-vereador é furtado
Um escritório ligado ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite foi invadido e furtado em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. A ocorrência foi registrada após uma vizinha perceber uma movimentação suspeita no imóvel e acionar a polícia.
Segundo o registro policial, homens chegaram ao local em um carro branco e deixaram o endereço posteriormente. Ainda não há informações oficiais sobre quantas pessoas participaram da invasão.
Entre os objetos levados pelos criminosos está um dispositivo utilizado para armazenar imagens das câmeras de segurança do escritório. O equipamento pode ser importante para a investigação, já que continha registros da movimentação no imóvel.
Apesar do furto, os criminosos deixaram cerca de R$ 19 mil no local. O dinheiro estava sobre um sofá do escritório e foi localizado pelos policiais durante a ocorrência.
A equipe também encontrou cartões de crédito, um Bilhete Único em nome de Milton Leite e documentos autenticados relacionados ao ex-vereador. O material foi recolhido e deverá ser analisado pelas autoridades.
Um advogado compareceu ao endereço e informou aos policiais que o imóvel pertence a uma empresa da qual Milton Leite é sócio.
Até o momento, ninguém foi preso pelo furto. A Polícia Civil deverá analisar as informações disponíveis para tentar identificar os responsáveis pela invasão, incluindo possíveis imagens e outros elementos encontrados durante a perícia.
Prisão de Milton Leite
O furto ocorreu em meio à prisão temporária de Milton Leite, que é investigado em uma operação que apura uma possível ligação entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e empresas que atuam no transporte público de São Paulo.
O ex-vereador se entregou à polícia após ser alvo de um mandado de prisão temporária. A Justiça manteve a prisão depois da audiência de custódia.
Segundo as investigações, mensagens obtidas pela polícia mencionam Milton Leite em tratativas relacionadas a empresas do transporte coletivo. Os investigadores também apuram a possível influência dele sobre decisões estratégicas envolvendo o setor.
Leite nega qualquer envolvimento com o PCC e afirma ser inocente. A defesa também sustenta que ele não possui relação com os crimes investigados.
As investigações continuam para esclarecer tanto a participação dos suspeitos no esquema investigado no setor de transporte quanto as circunstâncias da invasão ao escritório.


