Cheia do Tietê deixa lixo acumulado em Salto

20 de setembro de 2026

A cheia do Rio Tietê registrada nos dias 13 e 14 de setembro deixou uma grande quantidade de lixo e entulho acumulada no Parque de Lavras, em Salto, no interior de São Paulo. Imagens aéreas mostram os resíduos espalhados principalmente na área da antiga Usina Hidrelétrica de Lavras.

Entre os materiais levados pela força da água estão garrafas e embalagens plásticas, latas de alumínio e outros tipos de resíduos sólidos que foram descartados irregularmente no rio. A concentração de lixo chamou a atenção pela quantidade de material acumulado no espaço histórico e ambiental.

O Parque de Lavras é administrado pelo Consórcio Parque Lavras. Segundo a empresa, ainda não há uma data definida para a retirada dos resíduos. O material está molhado e precisa secar antes de ser recolhido e encaminhado ao aterro sanitário de Salto.

A Prefeitura de Salto informou que o município retira, em média, 130 toneladas de resíduos flutuantes do Rio Tietê por ano. O volume inclui materiais que chegam ao município carregados pela correnteza e também aqueles descartados diretamente no rio.

Além do impacto ambiental, a cheia atingiu uma área de grande importância histórica para a cidade. A antiga Usina Hidrelétrica de Lavras começou a ser construída em 1904 e entrou em funcionamento em 1906. A estrutura forneceu energia inicialmente para Itu e posteriormente também para Salto.

A usina foi desativada em 1956 e, anos depois, a área passou a integrar o patrimônio municipal. Em 1992, o espaço foi transformado no Parque de Lavras, reunindo as antigas instalações da hidrelétrica e uma área verde às margens do Rio Tietê.

A retirada do lixo deverá ocorrer após a secagem dos materiais. Enquanto isso, os resíduos permanecem concentrados no local como consequência da elevação do nível do rio.

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