Ato por moradia reúne moradores em Cajamar
Cajamar foi palco, na manhã de segunda-feira (7), de uma mobilização em defesa do direito à moradia e por melhores condições de vida. O município recebeu pela primeira vez o Grito dos Excluídos, realizado pela CSP-Conlutas em parceria com o movimento Luta Popular, reunindo moradores de diferentes comunidades que enfrentam ameaças de despejo.
A manifestação fez parte da 32ª edição do Grito dos Excluídos e teve como tema “Em defesa da moradia e por uma vida digna”. A escolha de Cajamar para sediar o ato esteve relacionada principalmente à situação da Ocupação dos Queixadas, que enfrenta atualmente uma ordem de despejo, além da existência de outras comunidades que também vivem sob risco ou enfrentam dificuldades relacionadas à permanência em seus territórios.
Participaram da mobilização moradores das ocupações São Benedito, Km 41,5, Km 43 e Gato Preto, além de integrantes do assentamento do MST Comuna da Terra Dom Pedro Casaldáliga, que está instalado no município há cerca de duas décadas.
A manifestação também contou com a presença de representantes de sindicatos, movimentos estudantis, organizações de mulheres e partidos políticos. Os participantes percorreram a Avenida Pedro Celestino em direção à Paróquia São Paulo, onde ocorreu o encerramento do ato.
Durante o trajeto, os manifestantes receberam apoio de moradores e pessoas que acompanhavam a movimentação pelas ruas. Para os organizadores, a participação de diferentes comunidades e movimentos demonstrou a força da união em torno da luta pelo direito à moradia.
No encerramento, o integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Aldiério Florêncio, defendeu a mobilização conjunta dos trabalhadores e afirmou que a organização popular pode pressionar o poder público a rever medidas relacionadas às comunidades ameaçadas de desocupação.
Segundo os organizadores, o ato também serviu para reivindicar moradia, emprego, melhores salários e condições dignas de vida, além de reforçar a importância da participação popular nas decisões que afetam as comunidades.
Mobilização reúne moradores
A manifestação foi considerada pela CSP-Conlutas um dos maiores atos de rua já realizados em Cajamar. A entidade destacou que a presença de diversas comunidades trouxe esperança para as famílias que vivem em áreas ocupadas e enfrentam a possibilidade de perder suas moradias.
Moradora da Ocupação dos Queixadas e integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e do Fórum de Ocupações de Cajamar, Vanessa Mendonça afirmou que a mobilização demonstrou a capacidade de organização das famílias para enfrentar as ameaças de despejo.
Para ela, a participação popular é fundamental para fortalecer a luta das comunidades e buscar alternativas que garantam a permanência das famílias em suas moradias.
Após o encerramento da manifestação, os participantes foram convidados para um almoço de confraternização na própria Ocupação dos Queixadas.
Luta contra despejos
A CSP-Conlutas também reforçou o chamado para que sindicatos, entidades e ativistas apoiem os movimentos de moradia de Cajamar. A central classificou a defesa do direito à habitação como uma das principais pautas da classe trabalhadora e destacou a necessidade de solidariedade às comunidades que enfrentam processos de despejo.
O dirigente nacional da entidade, Atnágoras Lopes, também relacionou a situação das ocupações às desigualdades sociais e defendeu a luta por moradia e dignidade.
Com a realização do Grito dos Excluídos, Cajamar entrou na rota da tradicional mobilização realizada no 7 de Setembro, transformando a data em um momento de protesto e reivindicação social. A manifestação colocou no centro do debate a situação das famílias sem moradia ou ameaçadas de perder seus territórios e reforçou a busca por políticas que garantam habitação e melhores condições de vida.


