Empresário pega 13 anos após matar esposa em SP

1 de setembro de 2026

O empresário Leonardo Souza Ceschini, de Coritiba, foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão pela morte da própria esposa, uma torcedora do Palmeiras. O crime aconteceu em São Paulo e teria sido cometido após uma discussão do casal relacionada a uma partida de futebol da Copa Libertadores da América.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), a discussão começou durante a madrugada, depois de um desentendimento entre os dois relacionado ao resultado e à rivalidade envolvendo os times que cada um torcia.

Durante a briga, Leonardo teria pegado uma faca e golpeado a esposa diversas vezes. A vítima foi atingida em diferentes partes do corpo, incluindo tórax, costas e pernas.

O empresário confessou ter sido responsável pela morte da mulher. No entanto, durante o processo, afirmou que teria agido em legítima defesa, alegando que estava se protegendo durante a discussão.

Leonardo respondeu ao processo em liberdade e agora foi condenado pela Justiça a cumprir pena de 13 anos e 24 dias de reclusão.

Brigas relacionadas ao futebol

Ainda conforme informações apresentadas no processo, o relacionamento do casal já era marcado por desentendimentos. Leonardo teria relatado às autoridades que os dois discutiam com frequência por serem torcedores de times diferentes.

A rivalidade entre os clubes teria contribuído para o início da discussão que terminou na agressão fatal. O episódio ocorreu durante a madrugada, após o desentendimento relacionado a uma partida da Libertadores.

O caso chamou atenção justamente pela relação entre a discussão sobre futebol e a escalada da violência dentro de casa. Apesar de o conflito ter começado por uma questão relacionada à torcida, a situação evoluiu para uma agressão com uso de arma branca e terminou com a morte da mulher.

Denúncia do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo denunciou Leonardo pela morte da esposa em julho do mesmo ano do crime. A acusação apresentou à Justiça os elementos reunidos durante a investigação e sustentou a responsabilidade do empresário pelo homicídio.

A defesa, por sua vez, sustentou a versão de que Leonardo teria agido para se defender. A alegação de legítima defesa foi analisada durante o processo, mas a Justiça acabou condenando o empresário à pena de prisão.

A condenação encerra uma etapa do processo, mas eventuais recursos ainda podem ser apresentados pela defesa, conforme os procedimentos previstos na Justiça.

O caso reforça como discussões cotidianas podem evoluir para situações de extrema violência, especialmente quando conflitos familiares deixam de ser controlados e passam para agressões físicas.