Famílias de desaparecidos têm coleta de DNA gratuita

25 de agosto de 2026

Familiares de pessoas desaparecidas podem realizar gratuitamente a coleta de material genético durante uma mobilização nacional que segue até sexta-feira (28). A ação reúne 342 postos de atendimento distribuídos por diferentes regiões do país, incluindo unidades no estado de São Paulo.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para a identificação e localização de pessoas desaparecidas, por meio do cruzamento dos perfis genéticos coletados com informações armazenadas em bancos de DNA. A comparação pode ajudar a estabelecer vínculos genéticos e auxiliar na identificação de pessoas que ainda não foram localizadas.

A coleta é simples, rápida e indolor. O material genético é obtido com um cotonete colocado na parte interna da bochecha, sem necessidade de coleta de sangue.

Quem pode participar

A recomendação é que, preferencialmente, forneçam material genético os pais e mães biológicos, filhos e irmãos biológicos da pessoa desaparecida. A participação de familiares próximos aumenta as possibilidades de estabelecer uma correspondência genética com um perfil encontrado pelas autoridades.

Para realizar o procedimento, é necessário apresentar documento oficial de identificação e fornecer as informações relacionadas ao Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado sobre o desaparecimento.

Familiares que já realizaram anteriormente a coleta de DNA não precisam repetir o procedimento, pois o perfil genético já integra a base de dados utilizada nas buscas.

Pontos de coleta em São Paulo

No estado de São Paulo, a mobilização conta com pontos de atendimento na capital e em diversas cidades do interior e do litoral. Entre os municípios com locais indicados estão Santo André, Campinas, Santos, Sorocaba, Bauru, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Americana, Araraquara, Presidente Prudente e Araçatuba.

A distribuição dos postos permite ampliar o acesso das famílias ao serviço e facilitar a participação de pessoas que vivem fora da capital.

Objetos pessoais também podem ajudar

Além da coleta realizada diretamente nos familiares, a identificação genética também pode utilizar objetos pessoais pertencentes à pessoa desaparecida que tenham material biológico.

Entre os exemplos estão escovas de dentes, aparelhos de barbear, dentes de leite e cordões umbilicais. Esses materiais podem conter DNA e, dependendo das condições de conservação, contribuir para a obtenção de um perfil genético que possa ser comparado com bancos de dados.

A mobilização reforça a importância da participação das famílias nas buscas, já que o material genético dos parentes e, quando disponível, da própria pessoa desaparecida pode ampliar as possibilidades de identificação e ajudar as autoridades a solucionar casos que permanecem sem resposta.

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