Operação mira esquema de roubo e receptação de alianças em SP

24 de agosto de 2026

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (24) a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no roubo, na receptação e na comercialização ilegal de alianças e outras joias de ouro.

A operação cumpre quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em diferentes regiões da capital paulista e também em Guarulhos, na Grande São Paulo. Por determinação da Justiça, foram bloqueados R$ 34,68 milhões em 13 contas bancárias ligadas aos investigados. Além disso, sete veículos e um imóvel foram alvo de medidas de sequestro.

Um dos principais pontos investigados é o chamado “Círculo de Fogo”, localizado na região central de São Paulo. Segundo a polícia, empresas que funcionavam no local seriam responsáveis por receber joias de origem criminosa, derreter as peças e posteriormente comercializar o ouro, dificultando a identificação da procedência dos objetos roubados.

A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e conta com a participação de auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e avaliadores da Caixa Econômica Federal. O objetivo é identificar novos integrantes da organização e interromper as diferentes etapas do esquema criminoso.

A primeira fase da Operação Ouro Reverso ocorreu em maio e resultou na prisão de Rony Gonçalves, apontado pelos investigadores como um dos principais negociadores das joias roubadas. Ele é suspeito de integrar um grupo ligado a Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, apontada pela polícia como financiadora de crimes de roubo.

Durante a investigação anterior, parte das joias recuperadas foi devolvida aos proprietários. Para isso, as vítimas precisaram apresentar informações capazes de comprovar a propriedade, como fotografias, documentos ou boletins de ocorrência. Após o reconhecimento e a realização de perícia, os objetos foram restituídos aos donos.

A nova etapa da investigação busca avançar sobre os demais envolvidos na cadeia de receptação, desde os responsáveis pelos roubos até os estabelecimentos que recebiam e processavam o ouro.

Destaques

Mail Icon

receba notícias