SP lidera em infartos entre mais jovens
Um levantamento realizado pelo departamento de cardiologia da Rede D’Or aponta que São Paulo apresenta a menor idade média entre pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio (IAM) entre os estados analisados. Segundo o estudo, a média de idade dos pacientes paulistas foi de 58 anos.
A pesquisa foi apresentada durante o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026 e analisou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto entre janeiro de 2025 e março de 2026. Desse total, 2.194 casos foram confirmados como infarto e outros 2.727 correspondiam a casos de angina instável.
O levantamento considerou unidades da Rede D’Or em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e no Distrito Federal. Entre os estados avaliados, a média de idade dos pacientes com infarto foi de 58 anos em São Paulo, 62 no Rio de Janeiro, 67,5 em Minas Gerais, 69 na Bahia e 70 anos em Pernambuco. No Distrito Federal, a média registrada foi de 67 anos.
São Paulo e Rio de Janeiro concentraram aproximadamente 60% dos atendimentos analisados, com 1.482 e 1.466 pacientes, respectivamente.
Estresse e fatores de risco
Especialistas ouvidos na análise apontam que a ocorrência de infartos em idade mais jovem em São Paulo pode estar relacionada a uma combinação de fatores. Entre os aspectos citados estão estresse crônico, poluição e fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade.
A hipertensão merece atenção especial, já que é um dos principais fatores associados às doenças cardiovasculares. O controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, aliado a hábitos de vida saudáveis, é considerado importante para reduzir o risco de problemas cardíacos.
Os especialistas também ressaltam que o risco de infarto não deve ser associado apenas à idade. Pessoas mais jovens também podem apresentar doenças cardiovasculares quando possuem fatores de risco ou histórico familiar.
Prevenção desde cedo
Diante dos resultados, cardiologistas recomendam que pessoas com fatores de risco comecem a realizar acompanhamento cardiovascular mais cedo. Para indivíduos que apresentam maior risco, o monitoramento pode começar por volta dos 20 anos, enquanto avaliações de rotina são recomendadas a partir dos 35 anos, conforme o perfil de cada pessoa.
A prevenção envolve acompanhamento médico periódico, controle da pressão arterial, do colesterol e da glicose, além de alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção de peso adequado e abandono do cigarro.
O estudo reforça a importância de não esperar o surgimento de sintomas ou o avanço da idade para cuidar da saúde do coração. A identificação e o controle precoce dos fatores de risco podem ajudar a reduzir a possibilidade de eventos cardiovasculares graves.


