Erro médico que reduziu chance de sobrevivência de criança gera indenização de R$ 95 mil à mãe
A Justiça condenou uma instituição de saúde ao pagamento de indenização de R$ 95 mil por danos morais à mãe de uma criança que teve a chance de sobrevivência reduzida após uma falha no atendimento médico. O caso envolveu um erro que, segundo a decisão judicial, comprometeu as possibilidades de recuperação da criança e causou graves consequências à família.
De acordo com o processo, a falha no atendimento impediu que a criança recebesse a assistência adequada no momento necessário. A Justiça entendeu que houve negligência na prestação do serviço médico, caracterizando perda de uma oportunidade real de evolução positiva do quadro de saúde do paciente.
A decisão considerou que, mesmo sem ser possível afirmar com certeza que a criança teria sobrevivido caso todos os procedimentos corretos tivessem sido adotados, o erro médico retirou a possibilidade de um tratamento mais eficaz e de uma recuperação que poderia ter alterado o desfecho do caso.
Para a Justiça, a chamada perda de uma chance ocorre quando uma conduta inadequada elimina uma possibilidade concreta de melhora ou sobrevivência do paciente. Nesses casos, a indenização busca reparar os danos causados pela falha no atendimento, ainda que não seja possível estabelecer que o resultado final seria necessariamente diferente.
Além da compensação financeira, decisões semelhantes envolvendo erros médicos também podem determinar outras formas de reparação, como custeio de tratamentos e acompanhamento especializado, dependendo das consequências provocadas pela falha no atendimento.
O caso reforça a responsabilidade de profissionais e instituições de saúde na adoção de protocolos adequados e na prestação de atendimento seguro aos pacientes, especialmente em situações envolvendo crianças e quadros de maior vulnerabilidade.


