A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (21), uma operação para investigar um esquema criminoso suspeito de desviar cerca de R$ 45 milhões de contas de clientes e beneficiários da Caixa Econômica Federal. As ações da Operação Infiltrados incluíram mandados de busca e apreensão em Salto e Indaiatuba, no interior de São Paulo.
A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Além das cidades paulistas de Salto e Indaiatuba, as diligências ocorreram na capital fluminense e nos municípios de Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal como parte das investigações para identificar integrantes da organização criminosa e reunir provas sobre a atuação do grupo.
Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava a partir do acesso indevido a dados sigilosos de clientes da Caixa, que eram utilizados pelos criminosos para realizar transferências e retirar valores de contas bancárias. As investigações apontam que os envolvidos tinham conhecimento de informações internas e utilizavam essas vantagens para executar as fraudes.
A apuração também identificou que a organização criminosa teria uma estrutura organizada, com participação de pessoas responsáveis pela obtenção das informações, execução dos desvios financeiros e tentativa de dificultar o trabalho das autoridades.
De acordo com os investigadores, o grupo contava ainda com o apoio de contraventores ligados ao jogo do bicho, que atuariam na facilitação de atos de corrupção de servidores públicos e na contratação de advogados para criar obstáculos às investigações e impedir a responsabilização dos envolvidos.
Durante a operação, os agentes realizaram buscas em endereços ligados aos investigados para recolher documentos, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar a comprovar a participação dos suspeitos no esquema.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional, entre outros delitos que podem ser identificados com o avanço das investigações.
A Polícia Federal informou que as apurações continuam para identificar todos os integrantes da organização, esclarecer a extensão dos prejuízos causados e verificar a participação de outros envolvidos no esquema de fraude contra a instituição financeira e seus clientes.