A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (21) uma ação em Jundiaí como parte da Operação Metástase, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa especializada no roubo, desvio e comércio ilegal de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto custo.
O mandado de busca e apreensão cumprido no município faz parte de uma operação coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio das equipes da Polícia Civil de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e também foram executadas em cidades dos estados do Rio de Janeiro, Goiás e Pará.
Ao todo, a operação resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. Em território paulista, além de Jundiaí, as diligências ocorreram na capital, Guarulhos, Guarujá, São Caetano do Sul e Mauá.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais conseguiram recuperar medicamentos de alto custo que haviam sido desviados, além de apreender três armas de fogo. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse irregular do armamento encontrado durante a ação.
De acordo com as investigações, a organização criminosa funcionava de maneira estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. O grupo teria pessoas responsáveis pela subtração das cargas de medicamentos, transporte, armazenamento, distribuição e comercialização dos produtos por meio de empresas de fachada.
A apuração indica que os medicamentos desviados eram destinados principalmente a tratamentos de alta complexidade, incluindo terapias contra o câncer e medicamentos utilizados por pacientes transplantados e pessoas com doenças que exigem acompanhamento contínuo.
Segundo a Polícia Civil, o esquema teria movimentado mais de R$ 33 milhões em cerca de um ano de atuação, envolvendo uma rede organizada de criminosos e possíveis receptadores responsáveis pela circulação ilegal dos produtos.
As autoridades destacam que o desvio desses medicamentos representa não apenas um prejuízo financeiro, mas também um risco direto à saúde dos pacientes, já que pode comprometer o fornecimento de remédios essenciais e prejudicar tratamentos médicos.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa, localizar mais medicamentos desviados e aprofundar o rastreamento da rede de receptação e comercialização ilegal. A Polícia Civil busca esclarecer toda a estrutura do grupo e responsabilizar os envolvidos nos crimes.