Homem é multado por manter papagaio em cativeiro em São Roque

7 de julho de 2026

Um homem foi multado pela Polícia Militar Ambiental após ser flagrado mantendo um papagaio-verdadeiro em cativeiro de forma irregular, em São Roque. A ocorrência foi registrada durante uma fiscalização que identificou a posse da ave silvestre sem a documentação necessária emitida pelos órgãos ambientais competentes.

Segundo as informações divulgadas, o animal pertencia à fauna silvestre brasileira e era mantido em ambiente doméstico sem autorização legal. A criação ou manutenção de espécies nativas em cativeiro só é permitida quando o responsável possui documentação que comprove a origem regular do animal, como registros e autorizações de criadouros legalizados.

Diante da irregularidade constatada, foi elaborado um Auto de Infração Ambiental contra o responsável, que recebeu uma multa. A medida faz parte das ações de fiscalização realizadas para combater a captura e a criação ilegal de animais silvestres, prática que contribui para o tráfico de fauna e ameaça a preservação das espécies.

O papagaio-verdadeiro, conhecido cientificamente como Amazona aestiva, é uma das espécies mais populares da fauna brasileira e, apesar de ser encontrado em diversas regiões do país, possui proteção pela legislação ambiental. A retirada de animais silvestres da natureza e a manutenção sem autorização configuram infração e podem gerar consequências administrativas e criminais.

Além da aplicação da multa, a ocorrência pode ser encaminhada para investigação na esfera criminal, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98), que estabelece punições para quem captura, mantém, utiliza ou guarda animais silvestres sem permissão dos órgãos responsáveis.

A Polícia Ambiental reforça que denúncias da população são fundamentais para identificar casos de criação irregular de animais e impedir práticas que prejudiquem a fauna brasileira. Animais silvestres encontrados em situação irregular passam por avaliação para definir o destino adequado, que pode incluir encaminhamento para atendimento especializado, reabilitação e possível retorno à natureza, quando houver condições.

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