Michelle Bolsonaro elogia política de educação bilíngue para surdos lançada pelo MEC

4 de julho de 2026

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) manifestou apoio à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), lançada pelo Ministério da Educação (MEC) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi publicada nesta sexta-feira (3) nas redes sociais e chamou atenção por reconhecer positivamente uma iniciativa da atual gestão federal.

Na publicação, Michelle destacou a importância da política para a comunidade surda e afirmou que a medida representa um avanço para a educação inclusiva no país. Defensora da pauta da acessibilidade desde o período em que esteve no Palácio do Planalto, ela comemorou a iniciativa e escreveu que a educação bilíngue para surdos conquista mais autonomia e protagonismo.

“É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidade para todos”, afirmou a ex-primeira-dama.

A manifestação ocorreu em um momento de repercussão envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, ela afirmou ter se sentido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa relacionada às articulações internas do partido, episódio que ganhou destaque no cenário político.

Segundo o Ministério da Educação, a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos tem como objetivo ampliar o acesso de estudantes surdos a uma educação de qualidade, com ensino em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e em língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua.

Entre as primeiras ações previstas está a publicação de um edital, em parceria com a Unesco, para selecionar artigos acadêmicos voltados ao fortalecimento da educação bilíngue de surdos. A proposta busca incentivar pesquisas e ampliar a produção de conhecimento na área, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas de inclusão.

Dados divulgados pelo MEC mostram que apenas 12% das redes de ensino brasileiras contam atualmente com materiais pedagógicos adequados em Libras. O levantamento reforça a necessidade de ampliar investimentos em recursos didáticos, formação de profissionais e estratégias de acessibilidade para garantir uma educação mais inclusiva aos estudantes surdos em todo o país.

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