Polícia Federal investiga uso irregular de emendas parlamentares em filme sobre Jair Bolsonaro

2 de julho de 2026

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido utilizados na produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação já está em andamento e busca esclarecer se houve desvio de finalidade ou outras ilegalidades na aplicação do dinheiro público.

A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na última sexta-feira (26). A decisão determina que a Polícia Federal apure as circunstâncias envolvendo o financiamento da produção audiovisual e verifique se as verbas oriundas de emendas parlamentares foram empregadas de acordo com a legislação e com a finalidade para a qual foram destinadas.

Nesta quarta-feira (2), durante uma entrevista coletiva concedida em Belo Horizonte (MG), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que as diligências já começaram. Segundo ele, a corporação iniciou a coleta de informações e documentos para subsidiar a investigação, que ainda está em fase inicial.

De acordo com a PF, o objetivo é reunir provas que permitam identificar a origem dos recursos, analisar o caminho percorrido pelo dinheiro público e verificar se houve qualquer tipo de irregularidade na destinação das verbas para a produção do longa-metragem.

Neste momento, não há conclusão sobre a existência de ilegalidades nem indiciamentos relacionados ao caso. O inquérito tem caráter investigativo e busca esclarecer os fatos antes de qualquer eventual responsabilização.

A produção Dark Horse tem como foco a trajetória política de Jair Bolsonaro, desde o início de sua carreira pública até sua chegada à Presidência da República. O financiamento do filme passou a ser alvo de questionamentos, levando à abertura da investigação para apurar se recursos de emendas parlamentares foram utilizados de maneira compatível com as normas legais.

A Polícia Federal deverá ouvir pessoas envolvidas no projeto, analisar contratos, documentos e a movimentação financeira relacionada à produção. As diligências prosseguem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

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