Brasil deverá criar centro nacional para enfrentamento de emergências em saúde pública

26 de junho de 2026

O Brasil deverá contar, até o fim deste ano, com a criação de um novo centro voltado ao enfrentamento de emergências em saúde pública. A iniciativa, chamada de Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (CBESP), tem como objetivo fortalecer a capacidade do país de prevenção, monitoramento e resposta rápida a epidemias, surtos, desastres sanitários e até eventos climáticos que impactem a saúde da população.

A proposta foi elaborada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo discutida por especialistas de diferentes instituições do país. A ideia é estruturar um órgão permanente, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e vinculado ao Ministério da Saúde, com atuação articulada entre governo federal, estados, municípios, universidades e centros de pesquisa.

De acordo com o projeto, o centro deverá funcionar em formato de rede, reunindo equipes multidisciplinares responsáveis por vigilância epidemiológica, análise de dados, comunicação de risco e coordenação de respostas emergenciais. A governança da estrutura deve ficar sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforçando o caráter técnico e científico da iniciativa.

Entre as principais atribuições previstas estão o monitoramento contínuo de ameaças à saúde pública, a produção de informações estratégicas para tomada de decisão e a coordenação de ações rápidas em situações de crise, evitando atrasos na resposta a surtos e epidemias. A proposta também prevê integração com políticas nacionais já existentes, como a Política Nacional de Emergências em Saúde Pública.

O financiamento do centro deverá ser feito com recursos do Orçamento Geral da União, podendo contar ainda com parcerias internacionais e outras formas de captação de recursos. A expectativa é que o modelo traga mais agilidade e eficiência na gestão de crises sanitárias, especialmente após as lições deixadas pela pandemia de Covid-19.

A criação do CBESP é vista por especialistas como um passo importante para modernizar a estrutura de resposta do país, tornando-a mais coordenada, técnica e preparada para futuras emergências em saúde.

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