Produção de caqui fortalece agronegócio de Jundiaí e abastece mercados em diversos estados

17 de junho de 2026

A produção de caqui segue como uma das principais atividades agrícolas de Jundiaí e tem papel importante na economia rural da região. A Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias, que reúne 36 cooperados pertencentes a famílias tradicionais de Jundiaí e Louveira, comercializa durante a safra cerca de 100 mil caixas da fruta por mês, cada uma com seis quilos, demonstrando a força da cultura no município.

A produção é distribuída para diferentes regiões do país, abastecendo mercados consumidores em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Bahia. Esse alcance nacional contribui para ampliar a visibilidade da agricultura local e consolidar Jundiaí como uma importante referência na produção de frutas.

O agronegócio ocupa posição estratégica na economia do município, que conta atualmente com 974 propriedades rurais e forte participação de pequenos e médios produtores. Nesse cenário, o caqui se destaca como a segunda fruta mais produzida em Jundiaí, ficando atrás apenas da tradicional uva, símbolo histórico da cidade.

O cultivo do caqui começou a ganhar espaço no final da década de 1960, quando agricultores passaram a buscar alternativas às culturas predominantes da época, como a uva Niagara e o pêssego. As condições climáticas favoráveis e a boa adaptação da fruta ao solo da região permitiram a expansão gradual da atividade, que ao longo das décadas se transformou em uma das mais importantes cadeias produtivas locais.

Atualmente, o município possui mais de 40 mil pés de caqui em produção. A variedade Rama Forte é a mais cultivada e também a mais procurada pelos consumidores devido ao sabor adocicado e à qualidade dos frutos. Além dela, os agricultores também produzem as variedades Cristal, Costata e Guiombo, ampliando a diversidade da produção regional.

A safra ocorre entre os meses de fevereiro e julho, período em que as propriedades rurais registram intensa movimentação. Além da colheita, são realizadas etapas de seleção, classificação, embalagem e distribuição da fruta para centros de comercialização em diversas partes do país.

Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola Nossa Senhora das Vitórias, Orlando Steck, a tradição das famílias produtoras, aliada aos investimentos em tecnologia, modernização e controle de qualidade, tem sido fundamental para garantir a competitividade da produção regional. A utilização de equipamentos modernos e técnicas mais eficientes de cultivo e pós-colheita contribui para aumentar a produtividade e atender às exigências do mercado consumidor.

Além da relevância econômica, a cadeia produtiva do caqui desempenha importante papel social ao gerar empregos e manter viva a tradição agrícola da região. Durante o período de safra, a demanda por mão de obra aumenta significativamente, com a contratação de trabalhadores temporários para atuar nas etapas de colheita, triagem, embalagem e logística. No auge da produção, cerca de 90 profissionais adicionais são incorporados às atividades.

O diretor de Agronegócio da Secretaria de Agronegócio, Abastecimento e Turismo de Jundiaí, Sérgio Pompermaier, destaca que a área destinada ao cultivo de caqui apresentou crescimento expressivo nos últimos dez anos. Segundo ele, a expansão foi impulsionada pela diversificação das atividades agrícolas e pelas características da cultura, que apresenta manejo relativamente simples e boa aceitação no mercado.

Com tradição, qualidade e capacidade de produção crescente, o caqui continua fortalecendo a agricultura de Jundiaí, contribuindo para a geração de renda no campo e mantendo viva uma atividade que faz parte da história e da identidade rural da região.

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