O Brasil alcançou em 2025 o melhor resultado da última década no combate ao trabalho infantil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao longo do ano, 4.318 crianças e adolescentes foram retirados de situações de trabalho infantil em todo o país, representando o maior número de afastamentos registrado desde 2017. Desse total, cerca de 80% estavam submetidos às chamadas piores formas de exploração, que incluem atividades perigosas, insalubres e que colocam em risco a saúde, a segurança e o desenvolvimento físico e emocional dos jovens. Os resultados são atribuídos ao fortalecimento das ações de fiscalização realizadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que passou a atuar de forma mais estratégica, utilizando dados e evidências para identificar regiões e setores com maior incidência de irregularidades. O trabalho também contou com novas metodologias de combate à exploração infantil, além da ampliação da capacitação dos auditores-fiscais e do aprimoramento dos mecanismos de gestão da inspeção do trabalho. Um dos destaques foi a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que passou a contar com uma equipe fixa de fiscalização com atuação em todo o território nacional. O grupo tem como missão identificar e combater casos de exploração infantil, especialmente nas regiões mais vulneráveis e em atividades econômicas consideradas de maior risco para crianças e adolescentes. Entre os estados brasileiros, Minas Gerais liderou o número de resgates, com 830 crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil. Em seguida aparecem São Paulo, com 629 casos, e Mato Grosso do Sul, com 235. Já os menores registros ocorreram no Acre, Amapá e Tocantins. Além da retirada imediata das vítimas das atividades irregulares, as ações governamentais buscam garantir o encaminhamento dessas crianças e adolescentes para a rede de proteção social, assegurando acesso à educação, assistência social e demais direitos fundamentais. O objetivo é impedir o retorno ao trabalho precoce e promover melhores condições para o desenvolvimento integral desses jovens. Apesar dos avanços, o trabalho infantil ainda representa um grande desafio no país. Dados recentes apontam que cerca de 1,64 milhão de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 17 anos ainda vivem nessa condição. Especialistas reforçam que a continuidade das políticas públicas, da fiscalização e da mobilização da sociedade é essencial para que o Brasil avance na erradicação definitiva dessa violação de direitos.

12 de junho de 2026

O Brasil alcançou em 2025 o melhor resultado da última década no combate ao trabalho infantil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao longo do ano, 4.318 crianças e adolescentes foram retirados de situações de trabalho infantil em todo o país, representando o maior número de afastamentos registrado desde 2017. Desse total, cerca de 80% estavam submetidos às chamadas piores formas de exploração, que incluem atividades perigosas, insalubres e que colocam em risco a saúde, a segurança e o desenvolvimento físico e emocional dos jovens.

Os resultados são atribuídos ao fortalecimento das ações de fiscalização realizadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que passou a atuar de forma mais estratégica, utilizando dados e evidências para identificar regiões e setores com maior incidência de irregularidades. O trabalho também contou com novas metodologias de combate à exploração infantil, além da ampliação da capacitação dos auditores-fiscais e do aprimoramento dos mecanismos de gestão da inspeção do trabalho.

Um dos destaques foi a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI), que passou a contar com uma equipe fixa de fiscalização com atuação em todo o território nacional. O grupo tem como missão identificar e combater casos de exploração infantil, especialmente nas regiões mais vulneráveis e em atividades econômicas consideradas de maior risco para crianças e adolescentes.

Entre os estados brasileiros, Minas Gerais liderou o número de resgates, com 830 crianças e adolescentes afastados do trabalho infantil. Em seguida aparecem São Paulo, com 629 casos, e Mato Grosso do Sul, com 235. Já os menores registros ocorreram no Acre, Amapá e Tocantins.

Além da retirada imediata das vítimas das atividades irregulares, as ações governamentais buscam garantir o encaminhamento dessas crianças e adolescentes para a rede de proteção social, assegurando acesso à educação, assistência social e demais direitos fundamentais. O objetivo é impedir o retorno ao trabalho precoce e promover melhores condições para o desenvolvimento integral desses jovens.

Apesar dos avanços, o trabalho infantil ainda representa um grande desafio no país. Dados recentes apontam que cerca de 1,64 milhão de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 17 anos ainda vivem nessa condição. Especialistas reforçam que a continuidade das políticas públicas, da fiscalização e da mobilização da sociedade é essencial para que o Brasil avance na erradicação definitiva dessa violação de direitos.

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