Atraso nos uniformes gera gasto extra para famílias em Jundiaí

20 de maio de 2026

O atraso na entrega dos uniformes escolares da rede municipal de Jundiaí começou a pesar no bolso de milhares de famílias. Sem previsão oficial para a distribuição dos kits de inverno nas escolas, muitos pais estão sendo obrigados a comprar agasalhos e conjuntos em lojas particulares da cidade para que os filhos consigam enfrentar os dias mais frios.

Em alguns estabelecimentos especializados no centro do município, os conjuntos de inverno chegam a custar cerca de R$ 180. O valor é considerado alto, principalmente para famílias que possuem mais de uma criança matriculada na rede municipal. A situação tem provocado indignação entre moradores, que afirmam não ter outra alternativa diante da demora da Prefeitura.

Apesar de ser uma despesa previsível dentro da área da Educação, a administração do prefeito Gustavo Martinelli abriu a licitação para compra dos uniformes apenas no fim de 2025. O processo ainda enfrentou questionamentos entre empresas participantes e só foi concluído em abril deste ano, comprometendo toda a entrega das peças de inverno.

Nas unidades escolares, pais relatam falta de informações e ausência de uma data concreta para a chegada dos uniformes. Na EMEB Marcos Gasparian, uma mãe afirmou que a própria direção informou durante reunião que ainda não existe previsão para a distribuição dos kits. O mesmo cenário também foi relatado por famílias da EMEB José Sciamarelli Sobrinho.

Com as temperaturas mais baixas já atingindo a cidade, muitas crianças continuam frequentando as aulas sem os agasalhos padronizados da rede municipal. Enquanto isso, as famílias enfrentam mais uma despesa em meio ao aumento dos custos com alimentação, energia elétrica, combustível e transporte.

A falta dos uniformes gratuitos também impulsionou a procura nas lojas particulares, situação que, segundo moradores, abriu espaço para preços considerados abusivos. Nas redes sociais, diversos pais passaram a comparar o cenário atual com administrações anteriores. “Na época do Luiz Fernando, em fevereiro os uniformes já tinham sido entregues”, comentou uma moradora.

O caso ampliou as críticas à falta de planejamento da administração municipal em uma área considerada básica e previsível da gestão pública.

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