O comércio de Vinhedo atravessa um dos períodos mais difíceis dos últimos anos. Somente em 2026, a cidade registrou o fechamento de 52 estabelecimentos comerciais, número considerado recorde no município e que já supera os impactos observados durante o período da pandemia.
Empresários e comerciantes atribuem a crise ao aumento dos custos operacionais e, principalmente, à elevação de tributos municipais, como o IPTU, a taxa de coleta de lixo e a Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Segundo relatos de comerciantes, alguns reajustes chegaram a ultrapassar 300%.
Um ex-dono de lanchonete afirmou que o valor do IPTU de seu imóvel passou de R$ 1.600 para R$ 4.200. Já a taxa de lixo, segundo ele, saltou de R$ 70 para R$ 530, tornando inviável a continuidade do negócio diante da queda no movimento e do aumento geral das despesas.
A Associação Comercial e Industrial de Vinhedo (ACIVI) vem promovendo campanhas e ações para tentar estimular o setor e incentivar o consumo local, mas comerciantes afirmam que os altos custos continuam pressionando empresas de pequeno e médio porte.
Além da realidade local, empresários também apontam fatores econômicos nacionais, como redução do poder de compra da população, inflação e aumento nos preços de insumos e serviços básicos, o que acaba afetando diretamente o desempenho do comércio.
O cenário tem gerado preocupação entre moradores, empreendedores e lideranças econômicas, que alertam para os impactos no emprego, na geração de renda e no desenvolvimento econômico da cidade caso o número de fechamentos continue aumentando.