Moradores do Parque São José, em Vinhedo, denunciam aumento de escorpiões e abandono em áreas do bairro

5 de maio de 2026

Moradores do bairro Parque São José, na região da Capela, em Vinhedo, estão preocupados com o aumento da presença de escorpiões e outros animais peçonhentos, além de problemas recorrentes como mato alto, terrenos sem manutenção e descarte irregular de entulho.

Em relato ao Social Vinhedo, a moradora Joyce Fernanda Silveira contou que já encontrou escorpiões, aranhas e até cobras dentro de sua casa e em imóveis de familiares. Segundo ela, a situação não é isolada e tem se tornado frequente na região. “Não é a primeira vez. Meus vizinhos também encontram com frequência. Temos até um grupo do bairro onde todo mundo compartilha esses casos”, afirmou.

Joyce também relatou episódios envolvendo outros animais perigosos. “Sempre aparecem cobras e aranhas grandes. Meu gato já foi picado por uma cobra”, disse. Ela mora com uma filha de 10 anos, autista, e dois gatos, e afirma que a presença desses animais gera medo constante e sensação de insegurança dentro de casa.

De acordo com os moradores, a proliferação de escorpiões e outros animais pode estar relacionada à falta de manutenção em terrenos baldios e áreas com vegetação alta, que acabam servindo de abrigo. O descarte irregular de lixo e entulho também é apontado como fator que contribui para o problema.

Procurada, a Prefeitura de Vinhedo informou que o bairro recebeu, no fim de fevereiro, ações do programa “Bairro em Dia”, com serviços de limpeza, roçagem e retirada de entulhos. A administração destacou ainda que há coleta semanal de materiais descartados irregularmente e fiscalização em terrenos particulares.

Em relação à limpeza urbana, o município explicou que segue um cronograma com retorno médio entre 50 e 60 dias, além de atendimento semanal em pontos considerados críticos. Já sobre o controle de pragas, a atuação é pontual, não havendo aplicação contínua em áreas urbanas.

A prefeitura também esclareceu que as unidades de saúde do município realizam o atendimento inicial em casos de picadas de animais peçonhentos. No entanto, não há disponibilidade de soro antiescorpiônico na cidade. Em situações moderadas ou graves, os pacientes são encaminhados ao Hospital das Clínicas da Unicamp, referência na região.

Diante do cenário, moradores pedem medidas mais efetivas de limpeza, fiscalização e controle para garantir mais segurança e qualidade de vida no bairro.

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