Servidores públicos de Louveira iniciaram, nesta quinta-feira (23), uma greve em protesto contra a ausência de reajuste salarial. A paralisação amplia a pressão sobre o prefeito Paulo Finamore (MDB), que já enfrenta críticas e sinais de insatisfação, inclusive entre parte da população.
Segundo a categoria, a decisão foi tomada após várias tentativas de negociação sem avanços. Os trabalhadores afirmam que o diálogo com a administração municipal se esgotou, sem que fosse apresentada uma proposta concreta de recomposição salarial.
Entre as principais reivindicações estão a reposição das perdas inflacionárias e melhorias nas condições de trabalho em diferentes setores da administração pública.
O cenário também reacende lembranças de 2017, quando o então prefeito Junior Finamore, pai do atual chefe do Executivo, concedeu apenas 1% de reajuste após uma greve. Na época, a medida foi interpretada por parte dos servidores como retaliação, o que hoje gera receio de que a situação se repita.
A comunicação da Prefeitura é outro ponto de crítica. Procurada, a administração não se manifestou sobre a paralisação nem sobre as negociações. Profissionais de imprensa relatam dificuldades frequentes para obter respostas do município.
A greve já começa a afetar serviços públicos, especialmente na área da educação. Há registros de falta de professores em escolas, o que preocupa famílias. Uma mãe relatou ter encontrado no caderno da filha um aviso da direção informando a ausência de docente em sala, após tentar agendar reunião com a professora.
A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto os servidores aguardam um posicionamento oficial da Prefeitura.

