Morre Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete nacional, aos 68 anos
O Brasil se despede de um de seus maiores nomes no esporte. O ex-jogador Oscar Schmidt, referência histórica do basquete mundial e conhecido como “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos.
Segundo informações confirmadas pela família, o ex-atleta passou mal em casa, na região de Santana de Parnaíba (SP), e chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.
Oscar enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, após uma longa batalha contra um tumor cerebral, diagnosticado ainda na década passada.
Dono de uma carreira lendária, ele foi um dos maiores pontuadores da história do basquete, acumulando números impressionantes e se tornando símbolo de uma geração. Participou de cinco Olimpíadas e marcou mais de mil pontos nos Jogos, recorde histórico da competição.
Seu estilo era inconfundível: arremessos rápidos, precisão cirúrgica e uma confiança quase provocadora. Foi assim que ganhou o apelido que atravessou décadas, “Mão Santa”, e se transformou em ídolo dentro e fora das quadras.
Entre seus momentos mais marcantes está o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos, além da medalha de bronze no Mundial de 1978.
Mesmo com oportunidade de atuar na NBA, Oscar optou por seguir defendendo a seleção brasileira, consolidando sua imagem como um jogador profundamente ligado ao país e à camisa nacional.
Fora das quadras, também se destacou pela personalidade forte e pelo papel de inspiração para gerações de atletas. Seu legado ultrapassa estatísticas: ele ajudou a moldar o basquete brasileiro e a colocar o país no mapa do esporte mundial.
A morte de Oscar Schmidt encerra uma trajetória grandiosa, mas deixa viva uma herança rara, daquelas que não cabem em números, apenas na memória coletiva de quem viu ou ouviu falar de um jogador que parecia acertar tudo que arremessava.


