ÁGUA: Sistema Cantareira volta a cair após atingir pico do ano em março

14 de abril de 2026

Após atingir seu melhor nível no ano em março, o Sistema Cantareira voltou a registrar queda no volume de água armazenado, reacendendo o alerta sobre a situação hídrica na região metropolitana de São Paulo.

No início do outono, em 19 de março, o sistema operava com 42,7% da capacidade — o menor índice para o período em uma década. Com as chuvas típicas do fim do verão, houve uma recuperação pontual, levando o nível ao pico de 44,1% entre os dias 24 e 26 de março. No entanto, esse avanço não se sustentou. Já em 13 de abril, o volume havia recuado para 43,7%.

Apesar de a queda ser considerada pequena, o cenário preocupa. Em algumas regiões, moradores já enfrentam redução da pressão da água durante a noite, o que pode provocar falta d’água, especialmente em áreas mais elevadas.

A tendência para os próximos meses também inspira cautela. A possibilidade de um novo episódio do fenômeno climático El Niño, com mais de 80% de probabilidade de ocorrência no segundo semestre, pode prolongar o período de estiagem e pressionar ainda mais os níveis dos reservatórios no Sudeste.

Diante desse cenário, medidas preventivas seguem em vigor. A redução da pressão na rede de abastecimento durante a noite tem sido mantida como estratégia para economizar água. Segundo dados da Sabesp, a ação já permitiu poupar mais de 120 bilhões de litros desde o ano passado, contribuindo para evitar uma queda mais acentuada dos reservatórios.

Mesmo com intervenções e obras em andamento para ampliar a eficiência do sistema, especialistas apontam que o Cantareira entra no período seco ainda fragilizado, o que mantém o abastecimento sob vigilância nos próximos meses.

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