Mais de 40 mulheres denunciam cardiologista por abusos durante consultas e no ambiente de trabalho
O número de vítimas que acusam um médico cardiologista de abuso sexual não para de crescer e já ultrapassa 40 mulheres. As denúncias envolvem tanto pacientes quanto ex-funcionárias, que relatam episódios ocorridos ao longo de anos de atuação do profissional.
Entre os relatos, há descrições de abordagens inapropriadas durante consultas médicas, incluindo toques íntimos sem justificativa clínica e comportamentos considerados invasivos. Segundo as vítimas, o médico se aproveitava da vulnerabilidade do momento para ultrapassar limites, muitas vezes sob o pretexto de exames ou até de supostas “práticas espirituais”.
Funcionárias que trabalharam com o profissional também afirmam ter sido alvo de assédio. Algumas relatam tentativas de contato físico forçado e situações constrangedoras dentro do ambiente hospitalar. Em certos casos, as vítimas dizem não ter recebido apoio após denunciarem os episódios, chegando até a perder seus empregos.
De acordo com a investigação, os casos podem se estender por mais de duas décadas, o que levanta a possibilidade de um número ainda maior de vítimas. Autoridades apontam que os relatos apresentam padrões semelhantes, indicando um comportamento recorrente do médico ao longo do tempo.
As denúncias incluem acusações graves, como abuso de pacientes em situações de atendimento médico e até casos envolvendo vítimas em condição de vulnerabilidade. Em alguns depoimentos, o profissional teria solicitado segredo às vítimas, reforçando a dificuldade de denúncia e o silêncio prolongado.
A defesa do cardiologista afirma que as acusações são antigas e nega todas as irregularidades, destacando que os fatos serão analisados no decorrer do processo judicial.
O caso segue sob investigação, enquanto entidades médicas acompanham a apuração e afirmam que, se comprovadas as denúncias, medidas rigorosas deverão ser tomadas.


