Conselheiras tutelares são destituídas por não apurarem denúncia de estupro em Amparo

27 de fevereiro de 2026

Duas conselheiras tutelares de Amparo foram oficialmente destituídas de suas funções após serem investigadas por não terem dado andamento a uma denúncia grave envolvendo estupro de vulnerável. O caso, registrado em novembro de 2025, teve grande repercussão após as conselheiras receberem uma denúncia em uma escola local e decidirem não acionar as medidas cabíveis, alegando que “não era um caso relativo ao Conselho Tutelar”.

A decisão de remoção das duas servidoras foi publicada no Diário Oficial e foi resultado de uma investigação conduzida pela Justiça e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Além das duas destituições, uma terceira conselheira foi suspensa por cinco dias, conforme determinações da comissão processante instaurada pela Prefeitura de Amparo.

Apuração dos fatos e impacto

A apuração envolveu uma comissão que avaliou a conduta das conselheiras durante o episódio ocorrido em novembro de 2025. Conforme o relatório divulgado pela prefeitura, a denúncia encaminhada pela escola não teve o devido prosseguimento, configurando falta gravíssima e prevaricação por parte das conselheiras. Após o reconhecimento das falhas na atuação do Conselho Tutelar, o caso seguiu para análise do MP-SP, órgão que acompanha de perto situações relacionadas à proteção da criança e do adolescente.

A Prefeitura de Amparo, por tratar-se de um assunto sensível que envolve menores de idade, optou por manter o anonimato das conselheiras e não divulgar detalhes complementares sobre o caso. A remoção e a suspensão reforçam a necessidade de rigor e comprometimento das autoridades responsáveis pela proteção dos direitos infantojuvenis.

Este episódio ressalta a importância do papel do Conselho Tutelar na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, bem como a necessidade de uma atuação diligente diante de denúncias de violência.

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