BC decreta liquidação do Banco Pleno, que fazia parte do conglomerado Master

18 de fevereiro de 2026

O Banco Central do Brasil anunciou nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., instituição financeira que estava sob o controle de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo ligado ao grupo do extinto Banco Master.

A medida, prevista na legislação que rege o sistema financeiro, foi tomada porque o BC concluiu que a situação econômico-financeira do banco estava comprometida, com deterioração da liquidez e descumprimento de normas prudenciais, o que inviabilizava a continuidade das operações.

Com a liquidação, o Banco Pleno deixa de operar normalmente e passa a ter sua administração assumida por um liquidante nomeado pelo Banco Central, que ficará responsável por organizar ativos, passivos e o pagamento a credores conforme as regras vigentes.

A decisão de intervir no banco ocorre em um contexto mais amplo de apuração de irregularidades no sistema financeiro, após o crise e a liquidação do Banco Master em novembro de 2025. Esse processo envolveu investigações da Polícia Federal e outras medidas regulatórias que atingiram diversas entidades ligadas ao conglomerado.

O Banco Central informou que seguirá tomando as medidas legais cabíveis para apurar responsabilidades, o que pode incluir sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes.

A liquidação extrajudicial é um mecanismo que busca proteger clientes, credores e a estabilidade do sistema financeiro nos casos em que uma instituição não consegue cumprir suas obrigações ou viola normas do setor

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